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segunda-feira, 4 de julho de 2011

A GAIVOTA E O ABSOLUTO



imagem tirada da net de autor desconhecido
Este artigo é dedicado às sete mulheres da minha vida:
Brizida Monteiro, a avó que me ensinou a amar o divino;
Laurinda, a mãe, que me amou como ninguém;
Maria de Lurdes a primeira esposa e companheira que já habita o absoluto
Teresa Ariana, a primeira filha;
Diana Lara, a segunda filha;
Liliana Raquel, a neta que também escreve e será o futuro
Maria do Rosário, a actual esposa, paciente e leal companheira.
TODAS ELAS ME ENSINARAM A VOAR...






Os livros são como amigos, daqueles incomparáveis que sempre ali estão quando deles precisamos.
Mas claro que como os amigos,  também cada livro tem a sua própria personalidade, as suas caracteristicas, que os tornam todos desejáveis, exatamente pela diferença marcante de cada um.

Frequentemente releio esse livro amigo, Fernão capelo gaivota, essa obra notável de Richard Back  que cruza no seu enredo, vontade, sonho, amor, perdão e desejo  de infinito, numa simbiose cósmica que se lido com o coração nos eleva a alma e enternece a mente de forma a tornarmo-nos melhores, ainda que por momentos, levando-nos a submergir no nosso interior e desfrutar do que de melhor possuímos na nossa memória genética e  se encontra adormecido.

Fernão capelo  gaivota contém em si mesmo o que de melhor o homem tem escondido dentro dessa memória universal que apenas uns poucos conhecem;
a capacidade de um amor tal que tudo perdoa e tudo o que é superficial ignora; 
capêlo perdôa mesmo o ter sido considerado rebelde,  proscrito, e mal amado pela sociedade das gaivotas que não compreendiam o seu desejo de aprender a executar o maior  e mais belo vôo que lhe iria trazer a satisfação de se sentir em comunhão com o tôdo universal e absoluto.

A ideia de vida e existência de Fernão não era igual e singular aos da sua espécie, de suas irmãs e amigas que se preocupavam apenas em procurar  alimentação e diversão.

Fernão desejava algo mais,  voar muito mais alto, ver mais longe, e o seu desejo e vontade eram tão grandes que nos pode servir, a nós humanos como lição de vida; nós que regra geral nos preocupamos mais com o ter do que com o ser.

Fernão capelo gaivota conseguiu pelo esforço, pela vontade,  pelo amor e pelo perdão essa comunhão  que todos deveríamos tentar encontrar com o universo cósmico  rumo ao ABSOLUTO.

Afinal esta vida fisica é mais uma de muitas passagens para que possamos aprender a amar e a perdoar.

Por mim, não sei se o conseguirei, mas á semelhança de Fernão   não desistirei de o tentar, até porque acredito, que a  ideia de paraíso já é o paraíso em si mesmo.

Aos meus familiares, aos meus amigos, aos meus leitores e seguidores, com o meu abraço e o meu afeto, desejo o mesmo que capelo conseguiu.

Vou mas  volto.
João Monteiro Quitério