Número total de visualizações de página

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SEMELHANÇAS... assustadoras

(Sei muito bem o que quero e para onde vou, mas não se me exija
que chegue ao fim em poucos meses.
No mais, que o país estude, represente, reclame, discuta, mas que OBEDEÇA, quando se chegar à altura de mandar...)

Não amigos, não se trata de um discurso de Vitor Gaspar nem
de Passos Coelho...
Esta é uma passagem do discurso  proferido por Salazar no dia 27 de abril de 1928 na tomada de posse como ministro das finanças de Portugal.
Mas se ressalvarmos terminologias verbais,  agora muito mais  elaboradas com mais técnicas e exotéricas maneiras  de comunicar, para que poucos entendam, a semelhança é assustadora...

Salazar para ser obedecido, demorou 5 anos a criar a polícia de vigilância e defesa do estado, (1933) e mais tarde a PIDE em (1945).

Coelho, corre mais rápido,  como coelho que é...
Aos cem dias de governo, anuncia-nos a criação de uma (vaquinha entre o SIS,  a PSP e GNR, que nunca se deram muito bem entre si,)  para neutralizar as arruaças daqueles
cujo desemprego, mau emprego, e fome atormentam.

E aqui recordo-me de amigos de infância,  que quando eram presos pelas polícias, depois da porrada, se davam por muito satisfeitos porque lá na esquadra sempre tinham que lhes dar comida que os pais em casa não possuíam.

Talvez venha aí uma nova forma de matar a fome á legião de
desempregados que como Cristina e Pedro não encontram
apoios em lado nenhum.
Como dói amigos a indignação e a revolta ao constatar que
passados 83 anos!!!!!, oitenta e três anos!!! voltamos ao inicio
de tempos não admissíveis de nos quererem calar a revolta e o grito que nas gargantas sufoca os sentimentos!

Como é possível, que em 83 anos os ilustres e sapientes homens
da economia não tenham criado mecanismos para a criação de
uma nova ordem económica e financeira que acabe com a miséria e a indigência que nos espreita!

Como é possível que em 83 anos os doutos licenciados  não tivessem aprendido que a saúde, os transportes públicos, as águas, a luz o saneamento e a  educação, num estado de direito não se destinam a dar lucro mas sim e tão só a servir as populações.

Vamos amigos procurar nos campos ervas para nos curarmos. Comprar um burrito para as deslocações ao centro de emprego  na procura do trabalho que não existe.
Com o cantaro vamos às fontes buscar água.
Acender candeias de azeite e petroleo...
 Usar os campos para defecar.
Mandar os filhos para a escola e universidade da rua e da vida.

A pôrra toda é se depois os doutos iluminados também privatizam as soluções que preconizo a favor dos seus amigos do grande capital.
Por agora apliquemos a receita mas em segredo...

E não digo nem mais uma palavra! 
O coração pode explodir de indignação!
O cerebro derramar!...

NÃO OBEDEÇAM porque mesmo na noite mais triste, em tempo de solidão, há sempre alguém que resiste, há sempre
alguém que diz não...

...e quem sabe? Também há sempre uma cadeira para cumprir uma missão.

O meu abraço e o meu afeto a todos os que partilham comigo a indignação e me têm feito chegar menssagens de apoio e afeto.
João Quitério
Bem hajam.