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sábado, 16 de julho de 2011

FLORBELA ESPANCA

Fanatismo


Minhálma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo,meu amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!


Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto,toda a graça
Duma boca divina fala em mim!


E, olhos postos em ti, digo de rastos:
Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Principio e fim!...

Florbela Espanca: poetisa Portuguesa (n.2/12/1894 - f.2/12/1930



Como ela, também eu por vezes, busco na melancolia, nas mágoas e desilusões a inspiração...
Sendo uma das flores do meu jardim virtual, aqui deixo a minha homenagem a uma mulher
que nasceu fadada para o inesperado e dramático da vida.

Se penetrássemos o sentido da vida, seríamos menos miseráveis.(F.E.)
(subscrevo no tôdo esta sua frase)


(à minha filha Ariana grande admiradora da poetisa)

João Quitério