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sábado, 17 de dezembro de 2011

NATAL... mas que natal

foto net linkatual








É este o Natal do descontentamento da maioria dos portugueses.
Mergulhadas em  dificuldades financeiras, um numero incontável de famílias que as estatisticas não revelam;
sem trabalho, sem rumo, sem norte e sem esperança; mergulhadas em dividas e compromissos por cumprir;
gente honrada habituada a viver do trabalho que agora lhes foge a olhos vistos, não sabem como será o próximo ano; mas no seu inconsciente reside a certeza que por certo será ainda pior que o ano que agora finda...
Famílias deprimidas à beira da renúncia a tudo, por vezes à
dignidade e à própria vida...
Gente boa que já viveu melhores dias recorrem à caridade
alheia e das instituições particulares para sobreviver, vegetando num limbo sem luz e sem esperança.
Pessoas, vitimas da ganância da globalização, do liberalismo, da alta finança, dos tecnocratas que nunca serviram a pátria e o seu povo, antes se serviram deles.
Gente trabalhadora que viu a união  dos povos europeus como
uma razão de existência e de vida anunciada como fraterna entre iguais nas diferenças, sente-se vilmente enganada e traída.
Olham ao seu redor e não vislumbram lideres como os de outros
tempos que no meio da tormenta lhes incuta alguma réstea
de esperança no futuro.
Um povo vergado à desgraça, que se tivesse fé ainda esperaria
um Moisés com seu bordão que batesse no lodaçal e abrisse caminho rumo a uma nova vida, deixando para trás os faraós
da finança e da ganância.
Mas não!...
Portugal e a Europa não tem lideres capazes de segurar o bordão e muito menos de com ele abrir caminho por entre
as águas fétidas.
Portugal não tem sequer um moisés na politica com capacidade
de brandir o bordão ao presidente do Bundsbank que intitulou os portugueses de bebados.
Mas como é natural, concerteza neste natal  não faltarão os votos de boas festas dos nossos governantes, aos quais deveríamos responder com um democrático manguito mostrando-lhes que somos deprimidos, macambúzios, tristes
e falidos mas não somos asnos...
E porque é Natal sejamos ao menos fraternos entre nós, os
que cavalgamos o asno da desgraça ou o sonho alado de que
a crise passe...
Com o meu abraço e o meu afeto.
BOAS FESTAS a todos.

João Quitério