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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GUERRA JUNQUEIRO E o povo imbecilizado









Do genial Guerra Junqueiro, Transmontano de Freixo de Espada á cinta, de quem os politicos do seu tempo diziam ser poeta, e os poetas acusavam de ser politico, também pensador
de elevada grandeza, não resisto a transcrever um pensamento
sobre o  povo português e que infelizmente perdura e se adapta ao nosso tempo, aos nossos dias...  

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e camanbúzio,fatalista e sonambulo, burro de carga, besta de nora aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem rebelião nem um mostrar de dentes, sem a energia de um  coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as môscas.
Um povo em catalépsia ambulante, não se lembrando nem de onde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que num lampejo misterioso da alma nacional
o reflexo de astro em silêncio escuro em lagoa morta..."

Escreveu ainda G. J. esta pérola filosófica:
" A felicidade consiste em três pontos: trabalho, paz e saúde."

Trabalho, paz e saúde; três coisas  tão simples que os tecnocratas
europeus e os seus acólitos portugueses teimam insistentemente
em nos negar; mas é bom eles não esquecerem que junqueiro
também achava que: "Na alma da maioria dos homens grunhe, ainda, baixo e voraz o focinho do porco."

E quem sabe... um dia os "porcos" podem achar que basta!

J.Quitério