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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

AS FARPAS e os politicos



É pela mais justa e pela mais completa compreensão do seu destino
social que tanto os indivíduos como os povos se disciplinam, fortalecem e se aperfeiçoam.
Em Portugal, a incapacidade governativa produziu, primeiro que
tudo, este resultado funesto; fez perder ao País a noção histórica
do seu destino...
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Reformista é uma palavra farfalhuda, mas oca, nome convencional
sem objecto em politica...
(Ramalho Ortigão há 129 anos)


Agora que se aproxima o fim de um ano em que os nossos governantes, politicos, tecnocratas, e reformistas não se cansaram de nos governar  mal, de forma vaidosa, oca e desastrosa, tendo dos cortes da gordura do estado apenas uma fixa  ideia de desmantelar os serviços sociais e de saúde, o que afeta a grande maioria dos portugueses de classe média e baixa, servilmente  poupando o grande capital e os lobies junto deles instalados, não resisto a enviar-lhes aqui do norte, estas pequenas "farpas"  do genial Ramalho Ortigão que há
120 anos tinha deles, politicos, pensamentos que perduram
e se adaptam perfeitamente ainda ao nosso tempo.

Deles tenho a ideia de gente da linha de Cascais, é assim desde tempos imemoriais; gente que da vida real não tem noção e muito menos sensibilidade para  entender quem vive com duzentos, trezentos ou seiscentos euros, gente que não foi caldeada nas agruras da vida mas sim, antes tiraram cursos
académicos, muitas das vezes subsidiados com bolsas de estudo
que deveriam justa e rigorosamente reservadas aos
mais desfavorecidos; gente que nunca construiu nada, nunca plantou uma árvore, nunca carregou nas costas a desdita de
ter nascido pobre...
Coitados, não fora a politica, o compadrio, as jotas e não passariam de meros cavalos de cortesias perdidos na imensidão
dos desempregados deste país.
Por tudo isto a "eles" não lhes desejo um bom ano de 2012...
Este meu voto fica aqui patente, sim, aos desempregados, aos que embora empregados não sabem se no novo  ano ainda terão trabalho, aos fortes que lutam pela vida mas fracos junto do poder, aos desiludidos da vida que ainda são capazes de um afeto e aos meus leitores. BOM ANO AMIGOS

Com o meu abraço e o meu afeto
João Quitério