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quinta-feira, 14 de abril de 2011

NEGRA NOITE

Era uma negra noite de um dia que o meu cerebro, em auto defesa, decidiu não fixar; corria o ano de 96, eu esperava ansioso e inquieto e lá dentro no hospital,  médicos dedicados limpavam o que restava de um aborto espontaneo que a minha mulher, amiga e companheira sofrera.
Quando ela saíu transportava consigo a revolta e desilusão de um sonho desfeito. Com palavras cheias da leveza própria de quem encerra um ciclo apenas disse, perdi o meu menino...
Eu, no meu coração sentia  a mágoa das nossas dores, olhei o céu estrelado e no meu cerebro finalmente o entendimento de um pequeno poema de
Era uma negra noite de um dia que o meu cerebro, em auto defesa, decidiu não fixar; corria o ano de 96, eu esperava ansioso e inquieto e lá dentro no hospital, médicos dedicados limpavam o que restava de um aborto espontaneo que a minha mulher, amiga e companheira sofrera.
Quando ela saíu transportava consigo a revolta e desilusão de um sonho desfeito. Com palavras cheias da leveza própria de quem encerra um ciclo apenas disse, perdi o meu menino...
Eu, no meu coração sentia a mágoa das nossas dores, olhei o céu estrelado e no meu cerebro finalmente o entendimento de um pequeno poema de Fernando Pessoa: NÃO HÁ SAUDADE MAIOR E MAIS DOLOROSA QUE A SAUDADE DO QUE NÃO FOI.
Ela arrastou a sua tristeza por largo tempo de depressão e eu passei a dar mais valor a sonhos e afetos...
...e a vida continuou, e sobre ela não deixarei de escrever quando o sentimento ditar.
 Fernando Pessoa: NÃO HÁ SAUDADE MAIOR E MAIS DOLOROSA QUE A SAUDADE DO QUE NÃO FOI.
Ela arrastou a sua tristeza por largo tempo de depressão e eu passei a dar mais valor a sonhos e afetos...
...e a vida continuou, e sobre ela não deixarei de escrever quando o sentimento ditar.

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