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terça-feira, 21 de junho de 2011

O TER E O SER...

Neste mundo conturbado,
quem tem muito dinheiro,
por mais inepto que seja,
tem talento e préstimos para tudo;
quem não tem dinheiro,
por mais talento que tenha,
não presta para nada.

(Padre António Vieira 1608/1697)

O esclarecido, e poder-se-ía mesmo dizer, iluminado pensador,  escritor, e missionário Jesuíta,  referia-se há quase quatro séculos a um mal que atravessa os tempos, numa renovação permanente, como permanente é o sol que ilumina o nosso planeta,
como permanente é o movimento das marés em oceanos  que unem continentes e povos.

O TER E O SER,  já existia muito antes de António Vieira, mesmo antes de Cristo que também combateu este conceito mesquinho, retrógrado e que lamentávelmente existirá muito para lá do nosso tempo.

Neste tempo de globalização, o ter e o ser tornaram-se  mais acentuados pela circunstancia
de haver mais acesso à informação, comunicação,  publicidade e desfile de vaidades que chegam até nós.

As aparências são quase sempre o que mais cativam os maus observadores que ajuízam
das pessoas em função  do que se tem e não do que se é; observam o exterior e não analisam o interior; são como aqueles que escolhem uma garrafa de vinho pelo preço e aspecto  do seu rótulo frontal, e raramente analisam o pequeno e menos atrativo rótulo situado na traseira da garrafa, que esse sim, refere as castas e demais informações técnicas sobre a sua concepção.
Aos que apenas apreciam  O TER deixo o meu desdém..
Aos que analisam e apreciam O SER deixo tôdo o meu afecto e admiração.