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quinta-feira, 14 de abril de 2011

AMOR DE MÃE

A escrita tem destas coisas; assemelha-se ás cerejas nunca se tira só uma porque vêm sempre mais agarradas...
Vem isto a propósito da vontade indómita que me chegou de escrever,  e  já muito tenho para poder contar...
São, amigos, as vantagens do bom e do mau.
Do bom porque tenho tempo de sobra.
Do mal porque não tenho trabalho.
E nestas andanças do pensamento, que felizmente corre livre como o vento e sobre o qual ainda não temos que pagar impostos veio-me á recordação um grande amigo de angola, o Dr. Terêncio Lopes da Silva, advogado e brilhante professor que  numa noite amena de áfrica conversando sobre o amor mais elevado da terra, o amor de mãe, nos declamou um poema escrito por seu pai o professor Cabo Verdiano José Lopes da Silva, é mais ou menos assim:
Amas-me muito, (pergunta a amante ao jovem)
Sim amo-te muito,muito,  muito, um amor tão grande como o oceano que nos rodeia.
Meu querido, parece muito mas é tão pouco, quero mais.
Amo-te tanto que se pudesse dava-te a lua e as estrelas.
A lua e as estrelas não mas podes dar mas podes dar-me uma coisa que eu quero.
O quê pergunta o rapaz entusiasmado.
Dá-me o coração da tua mãe...
anda vai a casa dela tira-lhe o coração e trás-mo.
O louco e amante rapaz parte numa corrida a casa de sua mãe...
com loucura entre facadas  no peito mole tira o coração da mãe e corre com ele nas mãos...
De repente tropeça no caminho e cai no chão desamparado...
...e eis que de dentro do coração caído no chão uma voz débil diz:
MAGOAS-TE-TE MEU FILHO...

Então, ainda jovem dei comigo a pensar como é grande o amor de mãe que tudo sabe, tudo ignora e tudo perdôa e a partir desse dia mesmo nos momentos de aborrecimento com a minha mãe sempre me vinha á memória esta narrativa e a grande capacidade de amar que todas as mães têm.
...e de repente tudo passava, tudo estava bem.