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domingo, 1 de janeiro de 2012

NOVO ANO...vida velha





O novo ano começa aqui e hoje, primeiro dia de janeiro de 2012; mas isso que importa? De ontem para hoje trouxemos os problemas que  carregamos no velho  2011 do nosso descontentamento.
Do ano velho para o novo transita, inteirinho o governo mais insensivel que alguma vez conhecemos no Portugal democrático.
Do ano velho trazemos às costas, arrastados como asnos a perda de independência de um país esquecido da sua história, amarfanhado, no seu orgulho de velho  descobridor de mundos; hoje graciosamente inclinado e sugeito às patadas duma "troika" e de uma imperatriz germana que de Portugal sabem tão pouco como alguns ministros...  Resumem todo um povo a meros numeros matemáticos e  do qual desejam apagar  a solidariedade social, justamente devida e a memória histórica.

Para 2012, se alguém tinha qualquer veleidade de esperança e ilusão em melhores dias, os tecnocratas, reformistas e liberais, (os que nos governam, e os doutos que opinam) lá nos foram avisando nas ultimas semanas que "2012 vai ser muito, muito dificil...
Dificil para nós povo, não para eles, que  sentados à mesa do orçamento, jamais passarão a comer uma sopinha ou se deslocarão envergonhadamente, às instituições de solidariedade social na procura de alimentos para sobreviverem.
Somos realmente um povo minguado de alma, quase desejoso de que a noite passada, às zero horas as estrelas se apagassem,  a lua se desligasse e os computadores se deletassem por forma a esconder a humilhação,  o desânimo, os problemas.
Mas hoje, no primeiro dia ainda que com nuvens (mau presságio), o sol por cima delas, Rei e Senhor, lá está iluminando, aquecendo e certamente pela noite a lua também lá estará  como sempre  e as estrelas,  também não faltarão, mas se não estiverem, resta-nos a esperança de acendermos uma vela para não tatearmos na escuridão que nos prometem e anunciam.
Na esperança de que mesmo os caídos na valeta,  possam   olhar as estrelas deixo os votos de feliz 2012...

Com o meu abraço e o meu afeto.
João Quitério